Nódulos de tireóideo
O bócio é definido de forma genérica como o aumento não inflamatório e não neoplásico da glândula tireoide, podendo ser classificado por sua morfologia (nodular ou difuso), funcionamento (hiper, hipo ou eufuncionante) e etiologia. Embora a incidência da doença nodular pareça ter aumentado recentemente, isso se deve na verdade à popularização e ao avanço dos métodos de diagnóstico por imagem, como a ultrassonografia, que detectam nódulos assintomáticos (incidentalomas) antes imperceptíveis. Estatisticamente, esses nódulos são mais comuns em mulheres e sua prevalência cresce com a idade, sendo o risco de malignidade variável.
A investigação clínica começa com a história do paciente, exame físico e dosagens hormonais (T4 livre e TSH), seguidos pela ultrassonografia cervical para avaliar as características físicas do nódulo. O exame mais crucial para definir a conduta médica é a Punção Biópsia Aspirativa por Agulha Fina (PBAAF), que identifica se a lesão é benigna, suspeita ou maligna. Exames de imagem mais complexos, como tomografia e ressonância magnética, ou estudos com radioisótopos, ficam restritos a casos específicos, como nódulos volumosos com sintomas compressivos ou alterações nos níveis de TSH.
Após o diagnóstico detalhado, as opções de tratamento incluem o acompanhamento clínico com exames anuais, o uso de radioiodo ou a intervenção cirúrgica. A cirurgia é indicada em casos de suspeita de malignidade, sintomas compressivos nas estruturas do pescoço, nódulos hiperfuncionantes ou por razões estéticas. Para os nódulos benignos, a conduta padrão é a observação periódica, uma vez que a terapia supressiva com levotiroxina permanece controversa e não demonstrou superioridade significativa em relação ao placebo em estudos clínicos.